Separamos algumas das coisas que mais desejamos ver no próximo console da Sony.

Pode até não parecer, mas já faz mais de três anos que os consoles da atual geração — incluindo as três companhias — estão rolando pelas prateleiras das lojas. Os gráficos ainda nos deixam contentes, mas já não têm mais todo aquele impacto do início de um ciclo de equipamentos.

As pessoas estão finalmente deixando de lado a mania de chamá-los de “next-gen”, talvez até mesmo começando a perceber que não demorará muito para que uma nova geração de entretenimento seja anunciada. Será em 2012 ou talvez em 2013? Por enquanto as apostas de anúncios “oficiais” residem somente sobre os portáteis da Nintendo e da Sony.

Mesmo assim, nós do Baixaki Jogos nos reunimos e separamos algumas das coisas — sejam recursos, poder ou até mesmo formato — que queremos ver na próxima geração de consoles de mesa. Já tivemos o nosso especial a respeito do “Xbox 360 Slim”, portanto agora é a vez do console da Sony. Seria o sucessor chamado de PlayStation 4?

Nossos desejos

Alguns com o pé no chão… Outros com a cabeça nas nuvens!

Poder, muito poder!

Vocês se lembram de quando o PlayStation 3 foi anunciado durante a E3? A empresa promoveu seu console com inúmeros vídeos (assustadoramente bons) que cobriam de explosões (de Killzone 2) à lama espirrando em Motorstorm. A polêmica emergiu quando um representante afirmou que tudo aquilo rodava em tempo real, o que era mentira.

Um ano depois, o que vimos foram jogos bem inferiores à promessa, sendo que a maioria nem mesmo atingiu resolução Full-HD prometida. A meta de Ken Kutaragi então, de 120 quadros por segundo a 1080p, ficou esquecida no passado sombrio…

Na próxima geração queremos que todas essas promessas saiam do papel. Queremos que aqueles gráficos mostrados se tornem realidade e que as capacidades de processamento dos consoles cheguem ao menos perto da exibida pelos atuais computadores (o que já vai ser bem difícil).

Áreas que devem melhorar muito são as de aplicação de sombras, de texturas e da própria suavização de serrilhados, que assombram muitas das grandes produções deixando a tela praticamente rasgada com bordas de polígonos estouradas (vide os fios de luz de Okinawa, em Yakuza 3).

Não há como prever se a Sony irá de Nvidia ou de Power VR para o processamento gráfico, assim como também é impossível julgar a respeito do processador. Mesmo assim, o que queremos é um grande salto de qualidade, assim como nas gerações anteriores. Não estamos interessados apenas em uma leve melhoria. Outro componente que deve receber mais atenção é a memória RAM. Se atualmente contamos com 512 MB, é seguro dizer que iremos para 2 ou 4 GB.

Retrocompatibilidade total

Infelizmente, o poder do novo console e a própria arquitetura computacional estão diretamente amarrados a outro de nossos desejos para o sucessor do atual console: a retrocompatibilidade plena. Poder rodar todos os jogos já lançados em plataformas Sony seria perfeito, mas a tarefa é bem complexa na prática…

Se a fabricante mantiver a máquina baseada na linha de processadores Cell (descontinuada pela Toshiba para futuros empreendimentos) — adotando mais núcleos e versões avançadas de gerenciamento de tarefas — os custos serão mais baixos e haverá a possibilidade de retrocompatibilidade nativa com os jogos da atual geração e via software com os games de PlayStation 2 e do original.

Agora, se o processador mudar drasticamente, ao lado da unidade de processamento gráfico, os jogos do PlayStation 3 ficarão para trás, restando apenas a emulação do primeiro e do segundo PlayStation.

Sem perda de recursos

Ao anunciar que trabalhava em uma versão alternativa de Firmware para o PlayStation 3 — supostamente com a intenção de ativar Linux em todos os consoles — George Hotz (GeoHot) alfinetou a Sony, afirmando que ela é a única companhia do mercado a dar passos para trás, retirando funcionalidades do video game ao invés de adicionar.

Isso é verdade e pode ser comprovado recentemente com a quebra do suporte para o sistema operacional Linux em virtude de falhas de segurança (os próprios modelos Slim nem ofereciam mais a opção).

Que daqui a alguns anos todos nós tenhamos a opção de instalar Linux (e outros sistemas operacionais) em nossos video games Sony, com suporte total para aplicativos de terceiros e liberdade ao menos para lidarmos com uma parte da unidade de processamento gráfico. De tal forma, o video game quebraria as barreiras do entretenimento e passaria a ter valor também no mercado de computadores como uma alternativa barata.

Um centro de multimídia

E já que o assunto é a permissão de instalação de sistemas operacionais, nada melhor do que mais portas de conexão, tanto USB como entradas para cartões de memória, suporte para formatos mais avançados de reprodução de vídeo e até mesmo conexão direta (sem fio) com o seu computador que está do outro lado da casa.

Media Center em ação no PS3 (Clique para baixar)

Algumas dessas coisas já são possíveis, mas programas específicos para computador são requeridos, o que torna o processo tedioso e acaba afastando os mais leigos no assunto, que buscam as operações mais simples, do tipo Plug and Play.

Espaço na mesa

Não dá para negar: mesmo depois da revisão de hardware (ou melhor, do lançamento do modelo Slim) o PlayStation 3 continua sendo um dos maiores consoles desta geração, ocupando um espaço considerável e inestimável em nossas mesas, balcões, prateleiras e armários.

Para a próxima geração, a gigante dos eletrônicos faria muito bem em tentar um formato mais compacto e eficiente, nem que ele venha com superfícies mais planas ao invés da atual curva que cobre a parte superior das máquinas. Tentar manter a fonte dentro do console também é uma boa, mas não é requerimento primordial.

Não pedimos por nada como um Wii (que dá um banho nos rivais no quesito em questão), mas as reduções seriam realmente bem-vindas por todos!

Ligação a qualquer hora

Muitos dos jogos atuais já trazem suporte para conversa com voz entre jogadores por meio do uso de Headsets. O problema é que essa conversa é restrita a quem está dentro dos servidores dos games. No futuro queremos que isso seja expandido, que o console passe a agir quase como um telefone, permitindo que jogadores conversem entre si independentemente do que estão fazendo com o console.

Já pensou? Você está querendo conversar com seu amigo para chamá-lo para uma partida de Gran Turismo 6, mas ele está na pancadaria com God of War: The Modern Chaos… Sem problemas, você ativa a chamada, ele verifica se aceita ou não e vocês podem conversar numa boa. Podem planejar o que vão fazer sem ter que parar suas atuais tarefas.

“Headset” na caixa!

Aproveitando a oportunidade, o pessoal poderia até mesmo embutir o headset no pacote, como se ele fizesse parte do kit básico de jogo. Seria perfeito. Isso faria com que as pessoas se acostumassem de fato com a comunicação por voz. Você poderia treinar qualquer idioma jogando em servidores estrangeiros. Dentro de pouco tempo, aquelas partidas praticamente caóticas de jogos como MAG e Battlefield: Bad Company 2 seriam como comboios organizados, táticos em todos os sentidos, avançando em direção à vitória.

O preço certo

Mas mesmo com um Headset embutido, o custo das variantes mais básicas do console não pode fugir muito da marca de US$ 300. A Sony aprendeu isso e não repetirá o erro de anunciar que as pessoas terão “que arranjar dois trabalhos para poderem comprar um console”.

É claro que isso não significaria o fim dos pacotes mais robustos, que continuariam flutuando na faixa de US$ 330 a US$ 400, trazendo jogos, filmes e até outros acessórios. A tendência das diferentes configurações é muito saudável, desde que não segregue a base de usuários instalada com requerimentos mínimos não atingidos (vide discos rígidos, câmeras e outros exemplos).

Wi-Fi 802.11n

A mudança do padrão “g” para “n” traria em primeiro lugar uma banda de comunicação muito mais ampla para o console (de 54 Mbps para aproximadamente 600 Mbps, de acordo com cada modelo), que poderia ser aproveitada em conexões diretas do tipo Ad-Hoc para partidas com familiares e amigos.

Para aplicações padrão (como navegação na internet, P2P e conversas por voz e vídeo) há ainda a vantagem da qualidade aumentada do sinal, com suporte para múltiplas conexões e bem menos perda de pacotes de dados.

Mais jogos completos na PSN

O debate entre aqueles que preferem distribuição digital e os que gostam da mídia física permanece. A verdade é que muitos países ainda não contam com uma estrutura suficiente para acomodar o tráfego de dados necessário para um futuro movido exclusivamente pela distribuição digital, portanto esperem por leitores de Blu-ray na oitava geração.

Mesmo assim, o direito de opção é que tem que prevalecer. Se você pode comprar um game digitalmente, pagando mais barato, você deve ter esta opção. Seguindo essa ideia, queremos que mais jogos completos (a exemplo de Burnout: Paradise) ganhem versões especiais para serem distribuídas pela PSN.

PlayStation Home nativa

Você já acessou a PlayStation Home? O espaço interativo até gera bastante renda através de seus anúncios e potencializa a comunicação e diversão entre os usuários por meio de uma série de fatores — tais como personagens animados, mini games e espaços próprios — mas é inegável que muito do seu potencial não é explorado.

Parte disso se deve ao fato de que a “Home” é uma instalação, que requer tempo para que o usuário se conecte. Se essa interface fosse nativa, os usuários não perderiam tempo e já sairiam direto do mundo virtual. Não estamos falando para a Sony abandonar a navegação rápida pelo menu, mas novamente, ela deve estar lá como uma opção, ao lado de temas dinâmicos e outras personalizações, sempre aliados à velocidade de navegação.

Um novo DualShock?

Quando o PlayStation 3 foi mostrado pela primeira vez, todos saíram chocados com o novo formato do controle, que mais parecia um bumerangue com botões afundados em sua superfície. As empunhaduras eram alongadas, com curvatura central que jogava os punhos em direção aos analógicos.

Foram tantas as reclamações nos dias subsequentes que a empresa resolveu abandonar o projeto por completo, mantendo o formato Dual Shock estabelecido durante as duas gerações anteriores. Para o novo video game há sim espaço para mudanças, começando por um formato mais amigável para aqueles que possuem mãos grandes (o nosso colega Xubiruba que o diga).

Outra ideia que agradaria muito os fãs de jogos de tiro em primeira pessoa seriam controles com direcionais intercambiáveis, como o modelo abaixo, produzido pela Saitek. Se você joga um “Street Fighter” pode dar prioridade ao D-pad. Agora, se vai para a mira, pode deixar o analógico mais próximo.

Aproveitando os movimentos

Como o assunto são os controles, nada melhor do que abordar também a nova aposta das fabricantes: os acessórios sensíveis aos movimentos. O PlayStation Move vem quebrado em duas partes, exatamente como os controles de Wii. A pergunta é: por que não integrar tudo em um só controle?

Imagine um Dual Shock levemente reprojetado, com todas as capacidades do novo Move e ainda por cima com os dois lados destacáveis. Ao jogar um jogo que exija os movimentos você simplesmente separa as partes. Na hora da luta, mais uma vez, basta encaixar as partes e jogar normalmente como você tem feito até os últimos anos.

Em breve, no Brasil!

Por fim, a coisa que mais queremos é que o próximo membro da família PlayStation seja lançado oficialmente por aqui, com direito a loja personalizada, conteúdos ao menos similares aos vendidos lá fora e, é claro, sem todos aqueles anos de atraso, como o que foi visto para o pobre PlayStation 2.

Com a entrada da Sony no mercado nacional até as concorrentes se interessariam em entrar na briga, o que movimentaria o setor e poderia até mesmo ajudar a baixar os custos para nós jogadores… Bem, nós podemos sonhar, não é mesmo?

E vocês, esperam o que para a próxima geração? Não deixem de postar suas críticas, ideias e sugestões. Quem sabe em breve nós não seguimos esta linha de especiais também com o video game da Nintendo e com os portáteis? Até a próxima!

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: